quarta-feira, 17 de novembro de 2010

RESUMO SOBRE REVOLUÇÃO INDUSTRIAL (7º Ano)

Pioneirismo Inglês

Foi a Inglaterra o país que saiu na frente no processo de Revolução Industrial do século XVIII. Este fato pode ser explicado por diversos fatores. A Inglaterra possuía grandes reservas de carvão mineral em seu subsolo, ou seja, a principal fonte de energia para movimentar as máquinas e as locomotivas à vapor. Além da fonte de energia, os ingleses possuíam grandes reservas de minério de ferro, a principal matéria-prima utilizada neste período.

A mão-de-obra disponível em abundância (desde a Lei dos Cercamentos de Terras), também favoreceu a Inglaterra, pois havia uma massa de trabalhadores procurando emprego nas cidades inglesas do século XVIII. A burguesia inglesa tinha capital suficiente para financiar as fábricas, comprar matéria-prima e máquinas e contratar empregados. O mercado consumidor inglês também pode ser destacado como importante fator que contribuiu para o pioneirismo inglês.

Avanços da Tecnologia

O século XVIII foi marcado pelo grande salto tecnológico nos transportes e máquinas. As máquinas à vapor, principalmente os gigantes teares, revolucionou o modo de produzir. Se por um lado a máquina substituiu o homem, gerando milhares de desempregados, por outro baixou o preço de mercadorias e acelerou o ritmo de produção.

Na área de transportes, podemos destacar a invenção das locomotivas à vapor (maria-fumaça) e os trens à vapor. Com estes meios de transportes, foi possível transportar mais mercadorias e pessoas, num tempo mais curto e com custos mais baixos.

Transformações Humanas

A Revolução tornou os métodos de produção mais eficientes. Os produtos passaram a ser produzidos mais rapidamente, barateando o preço e estimulando o consumo. Por outro lado, aumentou também o número de desempregados. As máquinas foram substituindo, aos poucos, a mão-de-obra humana. A poluição ambiental, o aumento da poluição sonora, o êxodo rural e o crescimento desordenado das cidades também foram consequências nocivas para a sociedade.

MERCANTILISMO NÃO É CAPITALISMO!

Mercantilismo

Podemos definir o mercantilismo como sendo a política econômica adotada na Europa durante o Antigo Regime. Como já dissemos, o governo absolutista interferia muito na economia dos países. O objetivo principal destes governos era alcançar o máximo possível de desenvolvimento econômico, através do acúmulo de riquezas. Quanto maior a quantidade de riquezas dentro de um reino, maior seria seu prestígio, poder e respeito internacional.

Podemos citar como principais características do sistema econômico mercantilista:

·         Metalismo: o ouro e a prata eram metais que deixavam uma nação muito rica e poderosa, portanto os governantes faziam de tudo para acumular estes metais. Além do comércio externo, que trazia moedas para a economia interna do país, a exploração de territórios conquistados era incentivada neste período. Foi dentro deste contexto histórico, que a Espanha explorou toneladas de ouro das sociedades indígenas da América como, por exemplo, os maias, incas e astecas.

·         Protecionismo Alfandegário: os reis criavam impostos e taxas para evitar ao máximo a entrada de produtos vindos do exterior. Era uma forma de estimular a indústria nacional e também evitar a saída de moedas para outros países.

·         Pacto Colonial: as colônias européias deveriam fazer comércio apenas com suas metrópoles. Era uma garantia de vender caro e comprar barato, obtendo ainda produtos não encontrados na Europa. Dentro deste contexto histórico ocorreu o ciclo econômico do açúcar no Brasil Colonial.

·         Balança Comercial Favorável: o esforço era para exportar mais do que importar, desta forma entraria mais moedas do que sairia, deixando o país em boa situação financeira.


CAPITALISMO INDUSTRIAL

O capitalismo industrial é uma nova fase desse sistema econômico, que surge em meio a um processo de revoluções políticas e tecnológicas, na segunda metade do século 18. Muitos fatores econômicos, sociais e políticos contribuíram para o desenvolvimento do capitalismo.

Na economia, o grande impacto foi trazido pelas transformações nas técnicas e no modo de produção. As máquinas passaram a ser utilizadas em larga escala, tornando ultrapassados os métodos de produção anteriores, de caráter artesanal. Esse processo ficou conhecido como Revolução Industrial e teve seu início na Inglaterra.

A PRIMEIRA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

Esse modelo de capitalismo começou a se desenvolver a partir de 1760, quando a Inglaterra viveu a primeira Revolução Industrial. O que marca essa fase é a invenção do tear mecânico e da máquina a vapor, o uso de carvão e do ferro. Essas são características da indústria têxtil, que empregou os camponeses, forçados a deixar o campo pela falta de trabalho. Desde então, eles passaram a compor a população das grandes cidades.

A partir de 1860, outros países investiram também na formação de suas indústrias, numa fase que é denominada de segunda Revolução Industrial. Assim, França, Alemanha, Itália, Bélgica, Holanda, Estados Unidos e Japão iriam, até o começo do século 20, aplicar grandes capitais na produção de aço, energia elétrica e produtos químicos.

Durante essa fase, também, o capitalismo industrial se transformou em capitalismo financeiro, quando empresas e bancos se uniram, para obterem maiores lucros. Isso gerou a formação de grandes empresas multinacionais (que funcionam em várias nações ao mesmo tempo). Muito ricas e poderosas, elas impunham normas de produção e definiam os preços de seus produtos no mercado.

ESCRAVO E CAPITALISMO

A escravidão é um fator negativo para qualquer país ou sociedade. Visto que escravo não é consumidor a economia capitalista não é movimentada e prejudica-se toda a sociedade. Além do que quanto mais se progredia mais as questões dos direitos humanos viam á tona.
Além disso, o produto Inglês não podia competir com produtos produzidos por mão-de-obra escrava (como acontece hoje com os produtos da China e Coréia do Norte), a toda poderosa Inglaterra pressionou os demais países, inclusive o Brasil, a acabarem com a escravidão, objetivando também elevar o mercado consumidor,


A RELIGIÃO E O CAPITAL

Na Expansão Marítima:

A igreja católica envolveu-se desde o inicio da expansão marítima por estar interessada na difusão da fé cristã.
Além disso, a Igreja Católica condenava a Usura (O Lucro Exagerado), o que, de modo geral, não era condenado pelas novas crenças protestantes.

Na Revolução Industrial:

Como consequência da ausência de uma verdade objetiva e de um Deus pessoal, surge à visão ecumênica das Religiões, As religiões deixam a doutrina (racional - teológica) de lado e se dirigem às emoções do homem. O objetivo deixa de ser a busca da "Cruz" e da "salvação eterna",

A RELAÇÃO HOMEM MÁQUINA

(trechos de Maria Isabell Ackerley)

Ernest Mandel, em seu livro o Capitalismo Tardio, tenta examinar a originalidade histórica desta nova sociedade a qual considera ser a terceira etapa ou momento da evolução do capital, e também demostrar que esta etapa é a fase do capitalismo mais pura se comparada com qualquer outro momento que a precedeu.
O capitalismo tardio, ou multinacional, ou de consumo, constitui, pelo contrário, a forma mais pura de capital que tenha surgido, uma prodigiosa expansão do capital até zonas que não tinham sido previamente convertidas em mercadorias. Sua análise nesse sentido parece ter se efetivado.

O mercado, esta entidade abstrata, virtual, ultimamente tão nomeada, criticada ou adorada se globaliza, no sentido em que os empresários já não têm fronteiras para vender suas mercadorias. Paralelamente a essa universalização dos produtos assistimos a uma diversificação, fragmentação, segmentação de produtos sem precedentes.

A lógica do capitalismo é um incessante fervor por converter tudo em mercadoria. Depois de quatro séculos parece que sua lógica se estende aos mais recônditos confins: tudo é mercadoria. E seu principal objetivo é não respeitar fronteiras, dando lugar ao processo que se conhece como Globalização. A velha ilusão de unidade social tão ansiada na modernidade se faz realidade, uma unidade social segmentada por nichos de mercado, de consumo.

O capitalismo, chamado agora globalização, capitalismo tardio, ou capitalismo multinacional segundo os teóricos. Mas que, de fato, significa a globalização do capital em duplo sentido: no geográfico e no sentido da conversão de tudo em mercadoria. Articulando estes três dados, revolução tecnológica, sociedade de controle e capitalismo tardio, os amarramos, e agregamos ao imperativo eternizado na pena de Nietzsche "Deus Morreu!" (ou em outras palavras: não existem mais Fundamentos, os homens se orientam pela moral pessoal e individualista), temos que na nossa frente um novo Real está sendo velozmente constituído.

Aproximadamente a partir do século XVIII ante a necessidade de uma produção cada vez mais eficiente, o poder se espalhou e atravessou os indivíduos na forma de "disciplinas", ou também "tecnologias do corpo e do comportamento" que moldavam o homem de acordo com o ritmo do sistema. Com o tempo este ritmo foi instalado no mais profundo do indivíduo transformando-o numa máquina eficiente de produção.

Como explica Deleuze, "o indivíduo não cessa de passar de um espaço fechado a outro, cada um com suas leis: primeiro a família, depois a escola ('você não está mais na sua família'), depois o quartel ('você não está mais na escola'), depois a fábrica, de vez em quando o hospital, eventualmente a prisão”. Assim, desde a metade do século XX as sociedades disciplinares começaram a ser substituídas por outro modelo de organização do Poder.

Na sociedade de controle os indivíduos tornaram-se "divisíveis" e as massas se transformaram em amostras, dados, mercados ou "bancos". "Estamos entrando nas sociedades de controle, que funcionam não mais por confinamento, mas por controle contínuo e comunicação instantânea." “O que está sendo implantado, às cegas, são novos tipos de sensações, de educação, de tratamento”.
“A cada tipo de sociedade, evidentemente, pode-se fazer corresponder um tipo de máquina: as máquinas simples ou dinâmicas para as sociedades de soberania, as máquinas energéticas para as de disciplina, as cibernéticas e os computadores para as sociedades de controle”.

O indivíduo era disciplinado e o comportamento tinha um fim: o trabalho, que embora fosse alienado e o único que lograva ver os resultados e objetivos era o dono da fábrica, existia a ideia e a concepção de "limite": o trabalho era um limite em si mesmo; a escola, a fábrica, a família constituíam o mundo, e a ideologia, partido político ou a prática religiosa davam a sensação de poder modificar esse mundo para melhor.

A história era percebida com um princípio, e um fim, no caminho tudo era progresso e evolução. A sociedade de controle não apresenta limites, não mostra um fim, as pessoas não param (ilusoriamente) de se formar, de ascender socialmente, ou dentro da empresa, não param de consumir, de sentir, não existe fim. "O controle é de curto prazo e de rotação rápida, mas também contínuo e ilimitado, ao passo que a disciplina era de longa duração, infinita e descontínua. O homem não é mais o homem confinado, mas o homem endividado." escreve Deleuze.

Neste novo modelo de muitos "apelidos", sociedade de consumo, sociedade pós-industrial, sociedade da informática, sociedade eletrônica ou sociedade digital de forma inapelável, a cultura, as pessoas, a guerra, a arte, o corpo, os lugares, se convertem num fugaz objeto de canibalismo. Como se o homem se tornasse uma máquina de consumo para o sistema, enquanto as máquinas ocupam o lugar do homem na produção.

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